ATLAS EÓLICOS E DESPOSSESSÃO: a oferta do território brasileiro ao capital energético

Neste artigo Mariana Traldi analisa criticamente o papel dos atlas eólicos, nacionais e estaduais, como instrumentos de oferta do território ao capital, contribuindo para a consolidação de um modelo de desenvolvimento pautado na acumulação por despossessão. A análise mostra que os atlas reforçam uma lógica extrativista e concorrencial entre os estados, promovendo o apagamento territorial e a alienação do espaço em favor dos interesses do capital. Argumenta-se, portanto, que esses documentos não são neutros, mas operam ideologicamente na viabilização da expansão energética em territórios vulnerabilizados, reproduzindo desigualdades e conflitos fundiários.

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