Resumo: Este artigo demonstra que poderiam ser aplicados conceitos geográficos, no Brasil e em outros locais de investimento em hidrogênio verde na América do Sul, para criar uma agenda de pesquisa robusta, que contraste com afirmações otimistas e ingênuas sobre a produção de hidrogênio verde. Uma abordagem crítica ao hidrogênio verde reconhece sua importância para a descarbonização, ao mesmo tempo, questiona a distribuição dos benefícios obtidos com a transformação de parques eólicos e solares em fontes de energia para fábricas de exportação de hidrogênio verde, enfatizando os processos de territorialização que disponibilizam o espaço terrestre e oceânico e analisando as implicações político-econômicas locais.